A promotora Luciana Mazza e a ausência da Comarca

por O Boca de Jambu

Os Sites Boca de Jambu e Antagônico receberam denúncia, via e-mail, apontando que a promotora de justiça de Canaã dos Carajás, Luciana Mazza, não comparece ao trabalho presencialmente, passando meses sem se apresentar na promotoria. O mais grave, diz a denúncia, é que a representante do parquet teria residência no estado do Ceará, o que contraria a lei em vigor, que estabelece que o promotor da cidade tem que residir na comarca. Em respeito ao contraditório deixamos aberto o espaço para, caso queira, a promotora se manifeste. Leia a denúncia abaixo:

“Gostaria de noticiar uma situação que vem ocorrendo na Promotoria de Justiça de Canaã dos Carajás. Não é só o juiz de Itaituba que não comparece regularmente a sua comarca, conforme foi publicado (aliás parabéns pela matéria).

A Promotora de Justiça titular da 2ª Promotoria de Justiça, Luciana Mazza, também praticamente não comparece ao trabalho presencialmente, passando meses sem se apresentar na Promotoria.

Ela apenas agenda reuniões com as instituições na semana em que se encontra fisicamente na Promotoria. Esse fato é de conhecimento de todos na cidade, no Conselho Tutelar, no Judiciário, entre advogados, na comunidade, Delegacia, entre empresários, políticos e secretarias.  Todos sabem que a referida Funcionária pública não comparece ao ambiente de trabalho, e, quando muito, aparece apenas de seis em seis meses, ou de quatro em quatro em quatro meses, passando apenas uma semana ou menos na Promotoria e depois indo embora novamente ao mundão de meu Deus. 

A Promotora reside em outro estado muito distante (Ceará), e conta-se no meio jurídico e político da cidade que ela delega suas funções para o assessor e mantém sua promotoria com inúmeros processos atrasados, sem receber adequadamente as partes e os advogados, em total violação a suas obrigações. Causa estranheza que um Órgão da importância do Ministério Público permita que isso aconteça, enquanto diversos trabalhadores procuram a promotoria e não possuem acesso a referida agente pública.

Seria interessante que fosse publicada uma nota sobre o assunto, até porque a Corregedoria finge que está tudo bem, mesmo já tendo conhecimento do caso. Caso queira, Evandro, poderá entrar em contato com a promotoria, onde se pode ver que ela não comparece em seu ambiente de trabalho, ou quando aparece, passa uns três dias a sete dias na promotoria e meses fora, mesmo ganhando seu salário de mais de 70 mil reais por mês. 

Assim, nós da sociedade civil de Canaã dos Carajás e região, entendo a imprensa como um canal de fiscalização doa a quem doer, gostaríamos de publicar a nota acima, até para que os órgãos competentes da ouvidoria do MP tomassem alguma providência.”

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