O diretor da Central de Triagem da Marambaia e as irregularidades

por O Boca de Jambu

O diretor da Central de Triagem da Marambaia está sendo acusado de participar de procedimentos operacionais sem ter preparo técnico para tal. De acordo com denúncia recebida por nossa reportagem, João Barbosa ocupa cargo comissionado, nomeado temporariamente, sem formação adequada. Leia abaixo a denúncia enviada a nossa reportagem:

Prezados,

Venho relatar irregularidades envolvendo o atual diretor da Central de Triagem da Marambaia – SEAP, identificado à direita nas imagens encaminhadas. O referido diretor ocupa cargo comissionado (DAS) e não integra a carreira de policial penal. Diferentemente dos policiais penais de carreira, que ingressam por concurso público e passam por curso de formação específico para atuação operacional e uso progressivo da força, trata-se de servidor nomeado temporariamente, sem formação policial equivalente.

Apesar disso, o diretor frequentemente se apresenta e atua como se integrante da Polícia Penal fosse, utilizando fardamento da corporação e participando diretamente de procedimentos operacionais internos. Durante essas ações, verbaliza em nome da instituição como membro da força policial e faz uso de tonfa, equipamento de controle de distúrbios cujo manuseio exige treinamento técnico específico.

Há relatos internos de utilização inadequada da força contra internos durante procedimentos operacionais, circunstâncias que podem indicar excesso funcional e merecem apuração. Também existem situações em que servidores administrativos acabam sendo empregados em atividades de natureza operacional envolvendo armamento, conforme demonstra uma das imagens encaminhadas.

O ambiente dentro da unidade é marcado por receio de retaliações, especialmente em razão de remoções consideradas arbitrárias por diversos servidores, o que dificulta denúncias formais e manifestações internas. Segundo relatos recorrentes, tais remoções vêm sendo utilizadas como instrumento de perseguição administrativa contra servidores que contrariam decisões da direção.

Chama atenção o fato de que o superior hierárquico presente na foto, posicionado à esquerda, não utiliza fardamento da Polícia Penal, enquanto o diretor faz uso constante de material com insígnias e identificação visual da corporação, mesmo havendo normas internas que restringem esse tipo de utilização. Diante da relevância dos fatos, peço que a situação seja analisada e apurada com rigor, visando garantir transparência, legalidade, ética administrativa e respeito às atribuições próprias dos policiais penais de carreira.”

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